quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Acesso qualificado e a estática digital

Quem publica alguma coisa na Internet fica sorridente quando vê o contador de acessos crescendo sem parar. Pois bem, antes de comemorar lembre que esses acessos não valem nada se não forem qualificados. Pode ser apenas ruído inútil que não lhe trará repercussão ou prestígio. Comecei a entender isso quando passei a analisar as estatísticas de acesso que o meu servidor de blogs oferece.

Buscas esquisitas. Os serviços de busca conseguem achar resultados para quase tudo. Isso quer dizer que sempre haverá algum endereço na web que se encaixa mais ou menos em um argumento de busca esquisito. Os internautas estão o tempo todo digitando palavras chave nos serviços de busca em um processo caótico e, com certeza, alguns desses argumentos de busca colocarão o seu endereço no topo do resultado de busca, pois só no seu texto é encontrada aquela seqüência inusitada de palavras. A conclusão é que toda publicação terá um tráfego de fundo garantido, mas que resulta da criatividade anárquica dos internautas para gerar buscas incomuns. Trata-se de acesso desqualificado, uma estática digital que não representa nada.

Não era bem isso, mas parece legal. Um tráfego semi qualificado acontece quando o internauta digita um argumento de busca com uma intenção, mas o seu endereço aparece no resultado por causa de uma ligação indireta como a palavra chave. No meu blog, por exemplo, tem um post sobre os verbetes mais interessantes do dicionário. Algumas visitas a ele acontecem a partir da busca por cachaça, pois cito o verbete cachaça no post. Internautas interessados em cachaça acabam lendo um blog de letras. Será que dá liga? Creio que em alguns casos, sim. Quem nunca começou a busca com uma intenção e terminou bem longe do que procurava?

Navegação ao sabor do vento. É assombrosa a capacidade de dispersão dos internautas. Se a sua publicação aparece lincada em algum lugar, ela será acessada porque há uma chance razoável de o internauta clicar no link só porque ele está ali. É da natureza do internauta clicar, clicar e clicar.

Se você espera acessos a qualquer preço, tudo bem, aí até clique errado está valendo, mas se você quer que os internautas tenham uma boa experiência em seu site o ruído não lhe interessa. Quanto das visitas a um site é acesso qualificado? Estou falando do internauta que procurava o que você oferece, ou que caiu ali por curiosidade e assimilou o conteúdo. Enfim quanto do seu tráfego gera experiências significativas para o internauta? Quem conhecer a resposta, me avise. Quero ficar rico junto.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Safardanas virtuais

Os safados estão sempre aproveitando as brechas para se dar bem com os avanços da tecnologia. Diariamente ouvimos falar de golpes cibernéticos e eu mesmo fui atingido por uma dessas mutretas que, apesar de virtual, me causa prejuízos reais.Todo mundo quer uma boa visitação no próprio site. É uma questão de satisfação pessoal e, em alguns casos, de dimdim mesmo. O Google AdSense permite que pequenos sites ganhem algum dinheiro com anúncios. O meu site, que é um pequeno gerador de conteúdo, mostra anúncios patrocinados, o que cobre meus custos de hospedagem. Poderia ser melhor, mas infelizmente, uma parte do meu tráfego é drenada por outro site que copiou meu conteúdo integralmente. Além do meu conteúdo, o site picareta afanou textos em vários outros endereços, o que o torna um respeitável repositório de conteúdo plagiado e cheio de anúncios. Como o volume de informação nesse site é grande e a relevância material plagiado é alta, o malandro que o mantém deve estar obtendo uma receita razoável com os anúncios. Pois é, quem produz, tem que se desgastar para combater o plágio e monitorar a rede. Vai sobrar tempo para criar conteúdo?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Multifuncional é ecológico

Comprar um aparelho com três funções é mais ecológico do que comprar três aparelhos mono função. Menos matéria prima é utilizada, menos energia é gasta na fabricação, menos embalagens, menos espaço para guardá-los, etc. Geralmente, o aparelho multifuncional é mais barato do que o conjunto de aparelhos mono funcionais que ele substitui. Por isso, seja ecológico e economize dinheiro. O aparelho multifuncional só deixa de ser interessantes se você for um usuário avançado dos recursos que ele traz. Se você tira fotos profissionais é claro que não vai ficar satisfeito com a câmera de um celular. Mas se você utiliza os recursos do aparelho em nível básico, não tem problema. Quando for às compras, pense em alguns desses dispositivos multifuncionais:
Home theather. Amplifica o som e toca rádio, CD, DVD, MP3, além de se conectar com vários aparelhos como TV, computador ou toca discos.
Impressora multifuncional. É impressora, scanner e copiadora. Integrada ao computador, também pode ajudar no envio de fax.
Multi processador de alimentos. É liquidificador, batedeira, espremedor de frutas e ainda pica e rala.
Smartphone. Além de telefone móvel, têm câmera, rádio, MP3 player, relógio, dá acesso à Internet, funciona como computador simples e alguns têm até GPS.

Para finalizar, lembre do aparelho mega hiper multi funcional chamado computador. Alguém já conseguiu listar quantas coisas o computador substitui?

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Coisas para não ter


Reduzir é ecológico, viva com menos. Isso não quer dizer que você precisa abrir mão das utilidades da vida moderna, mas antes de comprar, verifique se o bem já foi incorporado a outro multifuncional ou se está obsoleto. Nem estou falando daquelas coisas que já pertencem à história da tecnologia como máquina de escrever, videocassete, agenda eletrônica, toca-discos, etc. Veja a lista:

  • Aparelho de fax. A multifuncional escaneia documentos e o computador recebe e envia fax.
  • Aparelho de som. O home teather tem rádio, amplifica o som e toca CD.
  • Batedeira. Que tal o multi processador?
  • Calculadora. Você encontra esse aparelho no computador e no celular.
  • Câmera fotográfica. O celular moderno tira fotos. Para fotos profissionais, a conversa é outra.
  • Despertador. O celular pode despertá-lo.
  • Espremedor de frutas. Tem no multi processador.
  • Freezer. A geladeira tem um compartimento para congelar coisas, que atende as necessidades de uma família urbana. Mas se você costuma carnear bois ou porcos é claro que vai precisar de um freezer.
  • Gravador. O computador tem e o celular também.
  • Impressora. Prefira uma multifuncional.
  • Liquidificador. Prefira o multi processador.
  • MP3 Player. Um celular moderno toca MP3 e outras coisas mais.
  • Rádio. Ouça rádio no celular ou no home theather.
  • Relógio de pulso. O celular tem relógio.
  • Scanner. A multifuncional tem scanner.
  • Telefone fixo. Se você usa pouco, o celular,resolve o seu problema. Esqueça a idéia quem faz psicanálise por telefone.

Você deve ter percebido que essa lista considera algumas coisas para ter: celular, computador, home teather, multi processador e multifuncional. Todos eles são bens multifuncionais. O pior é que lá em casa tem a maioria dessas coisas que eu não deveria ter.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Trema na lingüiça

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que talvez entre em vigor a partir de 2008, prevê a extinção do trema, aqueles dois pinguinhos em cima do u de palavras como lingüiça. Extinção? Uma coisa é bom saber sobre as regras ortográficas da nossa língua: sempre quer dizer de vez em quando e todos quer dizer mais da metade. Com o trema não poderia ser diferente: o trema vai sumir, mas permanece em nomes próprios e seus derivados. Depois de saber disso fui imediatamente falar com meu colega Jürgen. Pedi a ele encarecidamente para não lançar nenhuma seita ou movimento filosófico que possa vir a se chamar jürgenismo, senão teremos mais um trema escapando da extinção em massa. No Brasil, as reformas ortográficas acontecem a cada 30 anos, mais ou menos. Espero que para a reforma de 2040 alguns programadores de computador sejam convidados a opinar. Eles são pessoas que conseguem raciocinar logicamente. Para programadores, sempre quer dizer sempre e todos quer dzer todos. Nenhum computador do mundo funcionaria se os programadores pensassem de outra forma. A língua, felizmente, funciona mesmo quando é tutelada pelos letrados.