sábado, 15 de dezembro de 2007

O notebook de bambu e o rádio de madeira

A AsusTek Computer de Taiwan está desenvolvendo a linha de notebooks EcoBook com carcaça feita de tiras prensadas de bambu. O resultado é bem interessante tanto no aspecto ambiental como no estético. O bambu é uma matéria prima renovável, resistente, durável e biodegradável, Ele cresce rápido e se for usado na produção de bens duráveis tem potencial para seqüestrar carbono da atmosfera.O notebook de bambu me faz lembrar que no passado rádios, toca-discos e televisores eram fabricados com carcaça de madeira. Muitos desses eletrodomésticos ainda funcionam por aí graças ao carinho dos aficionados por antiguidades Pois é, às vezes, para evoluir é preciso voltar no tempo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Requeijão em copo de vidro forever



Faz algum tempo escrevi um post sobre minha tristeza diante do iminente desaparecimento do requeijão em embalagens de vidro. O copo de vidro de requeijão pode ser reutilizado em casa para uso geral e, por isso, é um bem ecológico. Para meu consolo, não sou o único a pensar assim. A arquiteta Andrea Bandoni criou o Projeto Requeijão, que tem por objetivo a preservação das embalagens de vidro do produto. Quem quiser saber mais sobre o assunto visite o blog do projeto. Tomara que esse projeto seja o primeiro passo de uma proposta maior. Temos que lutar para que todos os produtos ganhem embalagens reutilizáveis e não só o requeijão. Em tempo: quando escrevi sobre o copo de requeijão uma internauta fez um comentário que merece comentário: usar copo de requeijão para tomar suco é sintoma de pobreza? Não sei. Creio que o requeijão é um produto da classe média e não saberia dizer se os pobres consomem requeijão. Prefiro dizer que o reaproveitamento dos copos é um sintoma de consciência ecológica.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A solução para a calvície e para a calvice

Tenho recebido um insistente spam de xampu contra a CALVÍCIE que se apresenta como potente solução para a CALVICE. Não sei se o produto funciona, mas o spam traz as tradicionais fotos de carecas antes e depois. Felizmente, meus cabelos estão bem presos na cabeça e o motivo de eu estar blogando é falar sobre a grafia da palavra calvície. Os dicionários Aurélio e Houaiss não registram a variante calvice. Fiz uma pesquisa no Google com as duas grafias e o resultado foi o seguinte:
Calvice: 60.800 resultados
Calvície: 1.500.000 resultados.
Mais uma vez fica comprovada a tese de que a Internet tende para a ortografia padrão. Nesse caso, menos de 4% das páginas registram a grafia não oficial. Avaliando por alto não dá para dizer que a grafia alternativa está associada a sites mambembes. Algumas das páginas que usam a grafia calvice estão em domínios de primeira linha. Da mesma forma, o uso da grafia oficial não garante que o produto para a calvície funcione. Por isso, prezado leitor atormentado pelo desmatamento capilar, escolha com cuidado a solução contra a calvície e lembre da marchinha: "é dos carecas que elas gostam mais".

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Guardar dados no banco ou debaixo do colchão?

Ainda vivemos em uma época em que é preciso escolher entre guardar dados no computador local (debaixo do colchão) ou na rede (banco). Guardando os dados debaixo do colchão há o risco de perde-los de uma hora para outra, pois pessoas comuns não são disciplinadas a ponto de manter um backup eficiente de suas informações. Mantendo os dados na rede, mais precisamente em uma empresa de Internet que armazena dados, você terá que conviver com a lentidão do vai e vem de dados pela rede. Felizmente, as coisas estão mudando e logo teremos o melhor dos dois mundos. Você poderá manter seus dados na rede e no computador local simultaneamente. O serviço de armazenagem vai se encarregar de manter o sincronismo dos dados. Quem já faz isso com eficiência é o Plaxo. Para quem não conhece, o Plaxo permite que você mantenha na web a sua agenda de endereços. A vantagem é que ela fica sincronizada com a agenda do Outlook da sua máquina. Se você adicionar um contato no seu catállogo local, automaticamente ele será enviado para sua conta no Plaxo e vice-versa. Quem está indo pelo mesmo caminho é o Zoho que já permite ao usuário escrever seus textos conectado ou off-line. Eu estou ansioso para encontrar um serviço de favoritos que sincronize minhas URLs on-line com as que estão no navegador local. Atualmente, uso o Delicious, que merecia o título de pior site entre os mais prestigiado do mundo. Parece que lá no Delicious ainda nem sonham com eficiência.

O Amazon Kindle e a lerdeza na informatização do livro



Há alguns anos atrás eu escrevi um texto a favor dos e-book readers e muita gente me criticou dizendo que nenhuma engenhoca eletrônica iria substituir o bom e velho livro de papel. Pessoalmente, eu creio que é uma questão de tempo para os aparelhos de leitura digital predominarem sobre o livro convencional. Estranhamente, essa transição está demorando bem mais do que o esperado. Com a música, por exemplo, a transição do LP para o CD foi rápida e a passagem para o MP3 está ocorrendo acelerada e sem protestos. A transição do livro em papel para o eletrônico, no entanto, está lenta. Agora surgiu o Kindle da Amazon. Pelo que vi, o aparelhinho é bem prático e permite uma leitura confortável embora seja bem feio. Vamos ver se esse gadget consegue alavancar a venda dos livros eletrônicos. Uma coisa é certa: dessa vez temos um gigante do comércio eletrônico famoso pelas iniciativas ousadas apostando na proposta. O livro em papel terá seu espaço garantido pelos séculos, mas o livro eletrônico vai dominar o mercado porque é prático, ecológico e moderno. Infelizmente, o ecossistema do livro é conservador e nele a inovação tecnológica demora mais a acontecer. Gozado, não é mesmo? Pessoas que lêem mais não deveriam ser mais visionárias?