sábado, 23 de fevereiro de 2008

Sua casa sem papel

Calma. Não estou falando do papel higiênico, mas de revistas, correspondências, extratos, ou seja, de papel que armazena conteúdo. Muitas pessoas estão tentando viver sem esses papéis em favor do meio ambiente. O americano Brewster Kahle, citado pelo New York Times (leia), diz que escaneia suas contas de luz, telefone, extratos bancários e até livros. Ele armazena os dados em forma digital e depois passa seus papéis pela máquina de picotar antes de encaminhá-los para a reciclagem. Taí uma iniciativa pseudo-ecológica que pode melhorar bastante. O ideal seria se as empresas que enviam papéis ao senhor Brewster lhe entregassem documentos on-line. Eu cito duas empresas que já me oferecem essa opção: o HSBC e a American Express. Quanto à máquina de picotar papel, trata-se de mais um artefato para consumir matéria prima e energia elétrica. Dá para rasgar os documentos com as próprias mãos.
Eu gostaria de levar uma vida sem papel. Não sei se é mais prático, mas é digital e ecológico. Viver sem papel, porém, não é fácil. Atualmente, na minha casa o maior volume de papel entra na forma de jornal. Estou feliz com minha assinatura que é uma gentileza da empresa onde trabalho, mas espero ver o dia em que a assinatura on-line seja a preferencial. Hoje, o padrão da grande mídia é dar acesso ao site para quem faz assinatura da mídia sólida. Mas aos poucos chegaremos lá, idéias não faltam. A revista Slate é 100% on-line e gratuita e a nota fiscal eletrônica é outro bom exemplo para um mundo com menos papel e mais ecológico.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

TV digital para ver o Sérgio Mallandro

Vale a pena migrar para a TV digital que começou no Brasil em dezembro do ano passado? Como não moro em São Paulo, nem precisaria pensar nisso por enquanto afinal não há previsão para a TV digital chegar a Curitiba. Para ser franco, o meu sonho de consumo é assistir ao filme O Clã das Adagas Voadoras em uma full HD TV com tela LCD 42″. Aí, eu teria em casa um espetáculo visual que tira o melhor proveito da TV de alta definição. Mas quando penso na programação da TV aberta não fico entusiasmado para comprar qualquer produto de TV digital. Faustão em wide screen? Xuxa em alta definição? A qualidade da programação é só um ponto. A interatividade prometida pela TV digital é básica se comparada com a que já temos na Internet. A flexibilidade de horários da TV digital pode ficar comprometida por bloqueios contra cópia de conteúdo. E ainda tem a IPTV vindo por aí para disputar espaço. Para mim, o grande atrativo da TV digital é a resolução de 1080 linhas e o formato 16:9. Os outros recursos não competem com mídias estabelecidas, por isso, a solução para a TV Digital é a convergência: Para a HD TV valer a pena é preciso tê-la integrada à Internet e com mobilidade.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Prefiro o blu-ray. Tem duas sílabas


Qual será o novo formato padrão para armazenagem de conteúdo digital? Prefiro o blu-ray por uma razão simples: tem duas sílabas (blú-rêy), ao contrário do formato concorrente, o HD-DVD, que tem seis sílabas (a-gá-dê-dê-vê-dê). Tirando essa facilidade de pronúncia, pouco me importa qual será o novo formato de mídia que vai se impor no mercado. O que sei é que pintou um novo tocador de mídia na praça e não faz muito tempo que troquei o vídeocassete pelo DVD player. Nem sei se vou precisar mesmo desse novo tocador. Tenho o pressentimento de que em breve os conteúdos serão comercializados predominantemente por download e que o blu-ray é um formato que já nasceu obsoleto. Bem-vindo blu-ray ao museu tecnológico. Lá em casa, talvez você ganhe lugar no meu totem que já tem tocadiscos, tocafitas, videocassete, CDplayer e DVDplayer. Essa sucessão de formatos me traz uma certeza: Se tivermos que criar uma cápsula do tempo para ser aberta daqui a cem anos, o melhor é colocar lá dentro apenas aquelas coisas feitas com a mais obsoleta das mídias. Como se chama mesmo? Ah, sim: papel.

On-line ou off-line? Tanto faz

O que é melhor? Manter os seus dados na Internet ou no computador que você mais usa? Daqui a algum tempo essa pergunta vai perder o sentido. A resposta é simples: o melhor é ter os dados nos dois lugares. Dados na Internet nos dão mobilidade e dados locais oferecem rapidez. Então por que não ter as duas coisas ao mesmo tempo? Já existem alguns serviços web que trazem essa solução dupla. O Plaxo, por exemplo, permite que você mantenha os seus contatos na web e sincronizados com o seu catálogo de endereços do Windows. O Windows Live Favorites permite que você matenha seus favoritos na web e no seu computador. A sincronização é automática. O Zoho permite que você crie documentos tanto na web como no computador local sem ter que se preocupar com a administração de versões. Acredito que aos poucos boa parte dos nossos dados pessoais estarão simultaneamente na web e em nosso computador preferido. É como ter o dinheiro no banco e debaixo do colchão ao mesmo tempo.